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sábado, 11 de junho de 2011

Vulgo eles.






Vou dormir.
Não consigo pensar.



                               sapos, elefantes, vermes e borboletas.
                               do azul ao roxo.

            Tentativas em "L"

                                  Não, as pessoas não mudam.


  Elas são um disco a rodar, rodar, rodar, rodar na mesma canção.

                            Uma canção que me causa náuseas ultimamente.


Minha vantagem de adaptação não se confunde com conformismo.


                               Vocês me são inuteis.
         infelizmente...

Nem um em um trilhão de olhos me faz ver um futuro que não seja medriocre.


                                                                 Mediocre.

                   A palavra do século.

CANTAR, ESBANJAR, FILTRAR, ENCOMODAR, AMALDIÇOAR.


O mundo é feio.


                                Não.


                                                  Você não é melhor.









terça-feira, 7 de junho de 2011

21:26

Ela parou no meio do caminho.
A lua lhe sorria amarelada...
Se debruçou no parapeito.
Olhou para baixo e viu um pássaro que apesar do frio,
Estava com os pés na água.
Este soltou um canto rápido e agudo.
Ela ficou  olhando tentando competir.
Quem desistiria primeiro daquele frio?
Ele então sem se importar com a invasora,
Mergulhou.
A água gelada passou pela espinha dela.
Ele não voltou antes de muitos segundos.
Ao voltar, não trouxe peixe.
Ele sabia que em meio aquela poluição não encontraria nada.

Ela continuou seu caminho.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Canela & Limão


11 horas, está tudo doendo, fora e dentro de mim.
São só as dores da aula de quinta misturada com a gripe que me faz perder vários sentidos?
O furo que fiz no copo não está diminuindo a água que apenas por uma gota está para transbordar..
A cada som de passarinho mecânico fico com o estomago revirando.
Sinto que o jogo não está para acabar, não sei se isso é bom ou ruim...
Se ela soubesse das palavras a mim dirigidas, se ele tivesse a coragem precisa...
Mas não é assim, ela não sabe e ele não tem.
Espero o que?
O dia em que um nome não me afetará mais?
Que outro nome venha então.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

botons para a minha mochila.


Já se pegou numa vontade louca de sumir e pra isso ser minimalista?

De literalmente por o pé na estrada?

Sair apenas com uma mochila, 50 reais ou menos no bolso, sem cartões, cheques, ou senhas?

De dormir em uma barraca vendo as estrelas, de tomar chuva no meio do nada pedindo carona?

De ter essa real sensação de liberdade?

De se ver com você e você mesmo por dias.

Ou de se ver com outrem,

Ou com uma matilha?

Já ouviu uma música e se viu andando com um destino que não é o alvo principal?

Já se imaginou pedindo 1 real pra conseguir comer num bandejão?

Já se viu passando muito frio ou muito calor?

Já envolveu um romance nisso tudo?

Viu uma amizade se fortalecer?

Um laço ser quebrado?

Sentiu medo em se imaginar sem proteção nenhuma?

Tudo isso na estrada?
Sinto necessidade disso.

Sinto falta de alguém com a mesma vontade de sumir, com o mesmo senso de realidade e aventura, com mais coragem, alguém que realmente diga: Hey! idéia ótima, te pego amanhã!

Quando achar alguém com tamanha loucura e sensatez, vou poder ter um pedaço a mais do meu paraíso.

Enquanto isso, passo as noites sonhando com o vento a levar-me.
E a cada chuva que eu tomo, ouço que é pra ter paciência, que ainda terei a minha vez.

domingo, 8 de maio de 2011

Cantar por cantar?


Olho para os lados.
Atravesso a rua.
Pego os dados para o jogo.
Será que este novo jogo vale a pena apostar?
O sol está baixando, é hora dos homens se transformarem em lobos.
As mulheres seguem para os cabarés...
Todos a procura de um par para a dança.
Todos a caça de olhares correspondidos.
Azuis, verdes, castanhos e negros.
O olhar é mais importante que os olhos?
Sonhar é mais importante que viver?
Ao ser escolhida para a dança, escolher qual é a dança.
Um beijo.
Beijo de amor
Beijo de conforto
Beijo de ódio
Beijo de traição
Beijo.
Abraço.
Sexo.
Controlando o que sou para saber quem você é.
Até a hora que decidirmos ser sinceros.
Só então veremos se é real.